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Em 1993, a AFR iniciou um trabalho pioneiro e de grande importância para as ações de saúde em todo o Brasil: o Estudo de Prevalência de Incapacidades. Este Estudo, realizado em forma de pesquisa, visa indicar, por amostragem, a prevalência de incapacidades, ou seja, o número de portadores de deficiência em determinadas regiões, dentro de um quadro comparativo. O primeiro Estudo realizado pela AFR foi no município de Niterói. Até 2003, já realizou a pesquisa em 19 municípios brasileiros.
O Estudo analisa os diferentes tipos de deficiências, gravidade e os fatores sócio-econômicos envolvidos. Também verifica a disponibilidade e a localização dos recursos materiais e humanos direcionados à saúde e Reabilitação de pessoas portadoras de deficiências.
A pesquisa da AFR não faz a relação das condições de vida com a deficiência. Entretanto, muito pode ser extraído do relatório como, por exemplo: estatísticas objetivando verificar se o maior ou menor número de deficientes está entre ricos ou pobres.
O que prevalece como incapacidade em determinadas comunidades, pode ser um bom referencial para a conclusão de inúmeras circunstâncias, por exemplo, como é a situação social; se um grande número de paralisia cerebral é fruto da falta de um pré-natal; se há deficiências com as condições sanitárias básicas em determinado município.
De acordo com as estatísticas, pode-se detectar o que é necessário implementar em cada região para a melhoria da qualidade de vida da população.
Em 1994/95, graças a um convênio com o Ministério da Saúde e apoio financeiro do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), a AFR realizou o Estudo em quatro cidades brasileiras, com os seguintes resultados dos índices de prevalências de incapacidades: Canoas-RS, 4,3%; Feira de Santana-BA, 9,6%; Campo Grande, 4,8%; Taguatinga, 4,1%.
Em 1996, com o apoio do Ministério da Saúde, a AFR realizou Estudos nos seguintes municípios: Maceió-AL, 6,97%; Santos-SP, 6,11%; Plano Piloto-Brasília, 2,81%; e Silva Jardim-RJ, 6,18%.
Em 1998, o Estudo foi feito em Santo André-SP, resultando em 7,05 % e em 1999, no município de São José dos Campos-SP com índice de 5,90 %. Estes dois Estudos foram possíveis a partir de convênios diretos entre os municípios com a AFR.
Em 2000, o convênio entre AFR e o Estado da Paraíba, viabilizou a ação do Estudo no município de João Pessoa-PB.
Em 2002, com incentivo do Ministério da Saúde, a AFR realizou Estudos nos seguintes municípios: Macapá-AP, Belém-PA, Palmas-TO, Porto Velho-RO, Boa Vista-RR e Rio Branco-AC.
Em 2003, o Estudo foi efetuado em Patos-PB, de acordo com convênio entre o município e a Instituição.
A expectativa da AFR é estimular esta ação em todos os municípios e estados brasileiros, visto que, os resultados potencializam a disposição de recursos em todo o Brasil. |
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